Estava certa vez com amigas muito queridas* conversando sobre amenidades de mulheres: maquiagem, relacionamentos, estudos, trabalho… ou seja, coisas da vida. Quando começamos a comparar a vida e principalmente os relacionamentos a forma de passar blush. Já repararam como ultimamente o blush virou um item essencial na maquiagem feminina? Pois é. Ele teve um auge anos atrás, depois caiu no esquecimento, mas de uns tempos pra cá virou febre e impossível (ou quase) viver sem ele. O grande problema que impera é: qual a dosagem certa? Fica aquela dúvida no ar… não pode ser nem demais nem de menos… igual a tudo na vida. Relacionamento é a mesma coisa, tanto de amizade quanto amorosos. A gente não pode se expor demais, nem ligar demais, nem cobrar demais, nem sumir demais, nem abandonar demais, nem ser desligado demais, nem de menos. Não pode dar carinho de menos, demonstrar amor de menos, ligar de menos, mandar mensagem de menos, nem sumir de menos, nem de mais. Ou seja, precisa-se de um equilíbrio, e é justamente aí que a dúvida impera. Qual a quantidade certa? Como não colocar blush demais e parecer com aquela na cara de palhaça, e quando não ligar demais e sufocar a pessoa do outro lado? E ao mesmo tempo, como não passar blush de menos afim de que ele nem apareça na sua pele ou ligar de menos demonstrando que não está interessada? Há uma linha tênue entre as duas coisas, e sinceramente, cheguei a conclusão depois de muito pensar sobre, que não existe receita. Existem peles diferentes, gostos diferentes, cores diferentes… tanto no blush quanto na vida. Tem hora que precisamos sim, sumir, desaparecer, nem que seja por algumas horinhas… pro outro sentir nossa falta, dar valor. Faz parte e é saudável. Ficar com uma pulguinha atrás da orelha acaba fazendo a gente pensar na pessoa, apesar de ser um contrapeso. Mas tem horas que devemos encher o outro de carinhos, recados, beijos, abraços, ligações, cesta de café da manhã, surpresas e jantares. Então o meu conselho é: ache a SUA dosagem certa, que te deixe feliz, mas lembre-se: nunca demais… nem de menos.
Em homanagem as queridas Aline e Ana Paula*





